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 20 de Março - 28 de Abril 2019

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Esta Exposição enquadra-se num programa iniciado em 2016, por ocasião das “Comemorações do 180.º Aniversário da Fundação da Academia de Belas Artes” e que teve como acções de maior visibilidade a edição do Catálogo da Biblioteca Histórica, a organização das Exposições “Belas Artes da Academia. Uma Colecção Desconhecida” (Palácio Nacional da Ajuda, 2016 e Fundação D. Luis I, Cascais, 2018) e “Sousa Lopes. Um artista na Grande Guerra” (Academia da Marinha, 2018), assim como a realização de três ciclos de Conferências anuais.

Foram pequenos passos, mas bem firmes, que reuniram consensos e determinação suficientes para sensibilizar as tutelas e a comunidade em geral, para a necessidade de preservação de um valioso património que se pretende partilhar e enriquecer. 

Proposta por dois Académicos (Professores Escultor António Vidigal e Pintor Joaquim Lima Carvalho), a iniciativa obteve a adesão incondicional de 27 Artistas Académicos, em plena actividade criativa. O termo “Hoje” aplica-se à nossa geração e por tal o consideramos expressivo para substituir o sub-título da primeira Exposição. Um dos principais objectivos  é dar prova da evidente vitalidade da Academia - é colectiva, na verdadeira acepção da palavra e é a primeira, com abrangência de modernidade, realizada nos séculos XX-XXI.  É representativa de Artistas de renome que contribuíram com as suas esculturas e pinturas para valorizar Museus, edifícios e espaços públicos de cidades, no pais e no estrangeiro; alguns destes Autores, num gesto de grande mecenato, decidiram manifestar, em vida, a gratidão e ligação afectiva às suas origens familiares, oferecendo valiosos espólios justificativos da construção de edifícios, Museus ou Centros Culturais, tornando-se factores de desenvolvimento de actividades complementares, como assistimos em Bragança, Guimarães e Castelo Branco.

Com os constrangimentos de recursos humanos e financeiros da Academia, esta iniciativa teria sido inviável se não tivéssemos reunido a generosidade de excepção de várias personalidades: do Banco de Portugal e à equipa do Museu do Dinheiro que a acolheu (no lindíssimo espaço, exemplarmente reutilizado, da Igreja de S. Julião) e proporcionou o apoio técnico e de divulgação; dos Professores e Académicos Victor Manaças que projectou e coordenou a museografia, José Brandão autor do projecto gráfico do catálogo e demais textos e Cristina Azevedo Tavares que se disponibilizou a analisar obras, textos e imagens e a redigir a Introdução.

Estamos afinal perante uma Obra conjunta e simbólica que muito honra a Academia e que se integra, com toda a evidência, no espirito do  Decreto fundacional que determina:

“Promover a civilização geral dos portugueses, difundindo por todas as classes o gosto do Bello e desenvolver o génio daqueles que se aplicam a tão interessantes estudos.”

No ano em que festejamos o bicentenário do nascimento da Rainha Fundadora D. Maria II, dedicamos à sua memória “Belas Artes da Academia. Hoje.”

4 de Abril de 2019

Natália Correia Guedes

Presidente da Academia Nacional de Belas Artes