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Ciclo de Conferências – 2026
A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 30 de Março, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.
A comunicação será proferida pelo Académico Professor Doutor Arquiteto Mário Varela Gomes, e tem como tema Marfins historiados do Loango (século XIX). Arte, sociedade e conteúdo ideológico:
Entre os finais do século XVIII e os inícios do século XX, assistiu-se na região do antigo reino do Loango (situado a norte do rio Zaire e hoje pertencente a Cabinda e à República do Congo), a surto da produção de esculturas de marfim. A grande maioria daquela, realizada em meados do século XIX, tem como suporte dentes de elefante, mas existem exemplares em dentes de hipopótamo e, mais raramente, de facochero. Ali se registaram, tridimensionalmente ou em relevo, cenas da vida quotidiana, nomeadamente ligadas à escravatura e a narrativas mitológicas, assim como variados comportamentos, de pessoas e de animais, a par de muitos artefatos. Este acervo de objetos de memória, constituem documentos insubstituíveis para o estudo de diversos aspetos da cultura autóctone da região mencionada e da perspectiva crítica que os indígenas possuíam dos contributos levados pela colonização europeia.
A comunicação abordará os seguintes aspetos:
- O estado da arte;
- A região do Loango;
- Matérias-primas;
- A escultura e as suas técnicas;
- Morfologias dos artefatos e funções;
- Mitos, lendas, vidas quotidianas e dramas;
- Andares ou espirais e serpentes;
- Protagonistas;
- Imagens dominantes;
- Escravos e marfins – viagens sem retorno;
- Proposta de evolução crono-estilística;
- Presentes envenenados – Conclusões.
A entrada é livre.
Ciclo de Conferências – 2026
A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 16 de Março, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.
A comunicação será proferida pelo Académico Professor Doutor Carlos Vidal, e tem como tema As Místicas Medievais e os limites da palavra ocular.
Num primeiro tempo, procurar-se-á o lugar da mulher na Igreja e na sociedade medieval (seguindo Georges Duby). Num segundo tempo, tentar-se-á, através da experiência mística e da sua narrativa, perceber qual é o limite da linguagem, da linguagem que, descritora de visões, é uma linguagem que se abeira de um visível-invisível (Giovanni Pozzi), do ícone, uma linguagem de fronteira entre não apenas a linguística e a imagem (que se revolta contra a linguística), mas uma linguagem que deixa o relato do visionário, ou da visionária, à beira da Pintura. Segue-se, de certo modo, os estudos de Giovanni Pozzi que nos levam das “technopaegnia” helenísticas (uma escrita visual) aos caligramas de vanguarda de Mallarmé ou Apollinaire. Mas a escrita das visionárias não tem configuração “visual”, portanto trata-se de um outro estudo: que pressão icónica têm estes textos místicos que, passada uma determinada “fronteira” ou “limiar”, se tornam imagem, ou mesmo imagem pictórica? Neste sentido, será a alucinação mística uma das origens da pintura?
A entrada é livre.
Medalhas da Academia Nacional de Belas Artes: 45 medalhas 27 artistas
Exposição Lugares da Alma
Ciclo de Conferências – 2025
A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade ao Ciclo de Conferências – 2025 na próxima segunda-feira, dia 27 de Outubro, pelas 15:00h.
A comunicação será proferida pelo Académico Doutor Álvaro Lobato Faria, com o tema Saúde Mental e Arte.
A conferência “Saúde Mental e Arte” realça o papel da arte como instrumento de inclusão, expressão e dignidade para pessoas com doença mental. Em oposição ao antigo modelo de isolamento, defende-se a valorização do potencial criativo destes indivíduos, promovendo autoestima, reinserção social e a saúde enquanto direito humano fundamental. Destaca-se a Arte Bruta, conceito de Jean Dubuffet, marcada pela espontaneidade e autenticidade, livre de convenções académicas ou mercadológicas. Produzida muitas vezes em contextos de marginalização, esta arte evidencia que a diferença não é defeito, mas sim riqueza cultural e humana. A expressão artística ultrapassa o simples efeito terapêutico: cria pontes de comunicação, partilha emoções universais e questiona padrões estéticos estabelecidos. Através dela, os artistas afirmam a sua presença no mundo — “Eu estou aqui!” — reivindicando lugar e voz. Assim, a arte surge como espaço de liberdade e inclusão, essencial para uma sociedade mais justa e humana.
A entrada é livre.
Ciclo de Conferências – 2025
A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade ao Ciclo de Conferências – 2025 na próxima segunda-feira, dia 20 de Outubro, pelas 15:00h.
A comunicação será proferida pelo Académico Doutor Vasco Nuno de Medeiros, com o tema Entre Filosofia e Imagem: Nicolau de Cusa, Fernando Martins e a Viva Imago em Nuno Gonçalves.
Envolto em enigmáticas premissas iconográficas, o políptico de São Vicente mantém-se envolto num silêncio marcante. Ainda assim, existem caminhos de singularidade notável que permanecem por explorar. Um desses caminhos é a possível ligação entre a doutrina da Viva Imago de Nicolau de Cusa e o olhar frontal de algumas figuras retratadas na obra. A influência intelectual de Nicolau de Cusa encontra-se hoje profundamente associada ao avanço científico e artístico do Quattrocento: para além das referências diretas a Rogier van der Weyden, é sabido que personalidades como Leon Battista Alberti, Paolo Toscanelli e Andrea de Bussi também orbitavam na sua esfera de influência. O facto de Fernando Martins ter ocupado o cargo de secretário de Nicolau de Cusa entre 1458 e 1464 insere-o diretamente no núcleo desta rede de amicizia entre arte e ciência. O seu regresso ao reino após a morte do cardeal, precisamente no período em que o políptico foi concebido, destaca-se como uma coincidência significativa. Neste contexto, uma eventual intervenção de Fernando Martins no programa iconográfico da obra vai além da simples especulação, assumindo-se como uma hipótese de enorme fascínio e potencial interpretativo.
A entrada é livre.
A Arte de Bem Construir em Portugal
1 de Outubro de 2025
Na sequência do Encontro “Habitação a custos controlados em Portugal”, a Academia Nacional de Belas Artes (ANBA), no âmbito das suas atividade artísticas e culturais, mais particularmente na vertente de Arquitectura, e tendo presente que a Técnica não deve estar separada da Criação artística, pretende com este evento contribuir para o conhecimento e disseminação dos processos construtivos industrializados que se praticam em Portugal, fundamentais para dar resposta à resolução das grandes carências de habitação no nosso país.
Medalhas da Academia Nacional de Belas Artes: 45 medalhas 27 artistas
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, a União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz e a Associação dos Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira associaram-se à Academia Nacional de Belas Artes e irão inaugurar a exposição Medalhas da Academia Nacional de Belas-Artes no próximo dia 6 de Julho, domingo, pelas 15:30, na Galeria de Exposições Augusto Bértholo – Alhandra.
A exposição Medalhas da Academia Nacional de Belas-Artes mostra o legado e património artístico, científico e tecnológico da Academia Nacional de Belas-Artes, e dá a conhecer diferentes modos da expressão da medalha através dos tempos.
Feira do Livro e das Medalhas
Encontro “Habitação a Custos Controlados em Portugal”
18, 20, 24 e 25 de junho de 2025
Todos conhecemos, melhor ou pior, a gravidade da falta de casas no nosso país, de há longo tempo, dando origem a grandes carências de habitação, que se têm tornado cíclicas, e as dramáticas consequências sociais e económicas daí resultantes. Na situação atual, fundamentalmente, nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, perante o desequilíbrio do mercado, entre a oferta e a procura, assiste-se novamente, a uma crise da habitação e a uma grande aceleração das desigualdades no acesso à habitação, com a expulsão das famílias para as periferias, com origem na incapacidade de planearmos o futuro. Acelera-se a desertificação das zonas do interior do país, com tendência para a concentração da população nas grandes cidades, na procura de emprego e de melhores condições de vida, o que tem conduzido, novamente, à criação de grandes carências de habitação. A ANBA, no âmbito das suas atividades artísticas e culturais, mais particularmente, na vertente da arquitetura, pretende com este Encontro, sobre a Habitação a custos controlados em Portugal, dar uma pequena contribuição para a resolução das grandes carências de Habitação em Portugal.
Ciclo de Conferências – 2025
A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade ao Ciclo de Conferências – 2025 na próxima segunda-feira, dia 16 de Junho, pelas 15:00h.
A comunicação será proferida pelo Académico Doutor Vitor Escudero, com o tema A Arte Heráldica – Moderna por Tradição: nos 80 Anos do Mestre Segismundo Ramires Pinto.
Cumprem-se neste ano de 2025, 60 Anos sobre a data em que Segismundo Ramires Pinto, concebeu e produziu – desenho e zincogravura – o seu primeiro ex-líbris. A esta efeméride associamos a comemoração dos seus 80 Anos de Vida. Uma vida notável totalmente dedicada à Arte e à Ciência, nas suas mais diversas vertentes: Arquitetura, Desenho, Pintura, Aguarela, Tropologia, Escultura (até pública!), Heráldica, Sigilografia, Falerística, Ex-Librística, Vexilologia, Emblemática e Medalhística. No campo peculiar da Arte Miniatural, mormente na técnica do Linóleo, a sua produção de Ex-Líbris (quase a atingir meio milhar de artísticas e requintadas marcas de posse!) bem merecem um estudo particular pelo que se pode, com propriedade afirmar que há um AS e um DS, já que efetivamente, não se pode hoje em dia, falar de Ex-Líbris Portugueses Heráldicos, sem referir a sua longeva, significativa e marcante Obra. O Antes de Segismundo e o Depois de Segismundo, serão, pois, motivo de análise, reflexão e de merecida, devida e muito justa Homenagem.
A entrada é livre.
Ciclo de Conferências – 2025
A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade ao Ciclo de Conferências – 2025 na próxima segunda-feira, dia 26 de Maio, pelas 15:00h.
A comunicação será proferida pelo Académico Professor Doutor Pintor Hugo Ferrão, com o tema A visibilidade nos testemunhos de desumanização da guerra nas palavras de André Brun e nos desenhos de Sousa Lopes.
André Francisco Brun (1881-1926), e a tertúlia do cenáculo artístico «Águia», onde tudo se debate. Brun, «republicano cosmopolita», oficial de infantaria, um dos escritores mais lidos em Portugal, através dos artigos jornalísticos, de ironia subtil e mordaz, e dos livros, de um «género alegre escrito em português. O CEP- Corpo Expedicionário Português na I Guerra Mundial (1917-1918), elo de ligação entre o escritor e o pintor Adriano de Sousa Lopes (1879-1944). O Ministério da Guerra, registar artisticamente, o protagonismo das tropas portuguesas na frente de batalha. A visibilidade da desumanização da guerra nos textos da «Malta das Trincheiras» e nos desenhos, gravuras, águas-fortes e pinturas do «pintor nas «trinchas». Sousa Lopes, memórias e testemunhos na sala da Grande Guerra do Museu Militar de Lisboa. Espólio do Dr. Miguel Serrão de Moura Carvalho e Melo, bisneto da Alice Ogando de Oliveira Brun (1900-1981), casada com o escritor André Brun, preservado por Maria Ivone Ogando Serrão de Moura (1942-2012).
A entrada é livre.
Ciclo de Conferências – 2025
A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade ao Ciclo de Conferências – 2025 na próxima segunda-feira, dia 19 de Maio, pelas 15:00h.
A comunicação será proferida pelo Académico Doutor José Trindade Chagas, com o tema Joaquim Possidónio da Silva: contributos para a salvaguarda do património monumental português.
Para Possidónio da Silva o conhecimento dos monumentos baseava-se na procura da perenidade do estado original através do estudo sistemático, da pesquisa, da análise arqueológica, documental e epigráfica. A atualização constante da evolução do conteúdo normativo dessa matéria, constituía uma preocupação permanente. Mantinha contacto com elevado número de arqueólogos, arquitetos e especialistas estrangeiros, em áreas científicas afins, proporcionando um conhecimento permanente da evolução teórica e prática da salvaguarda e conservação dos monumentos ao longo de Oitocentos.
Como epílogo, refere-se que Possidónio da Silva não se limitava a apreender e colocar em prática no nosso país os princípios de Vitet e de Mérimée. A sua atuação primava por uma reflexão aprofundada sobre essas teorias, fazendo em simultâneo uma análise comparativa sobre a salvaguarda e recuperação dos edifícios históricos se ia desencadeando noutros países europeus.
A entrada é livre.
Desenho na Academia: exposição comemorativa dos 188 anos
A Câmara Municipal de Aljustrel associou-se à Academia Nacional de Belas Artes e irá inaugurar a exposição Desenho na Academia no próximo dia 30 de Abril, quarta-feira, às 18h., nas Oficinas de Formação e Animação Cultural de Aljustrel.
A exposição dá a conhecer diferentes modos de expressão gráfica, que procuram responder à complexidade dos desafios do nosso Tempo e das várias sensibilidades que o caracterizam.
A mostra estará patente até ao dia 28 de Junho de 2025.
Morada
Largo da Academia Nacional de Belas Artes
1200-005 Lisboa













