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Comemorações Nacionais dos 500 Anos do Nascimento de Luís Vaz de Camões

O Presidente da Academia Nacional de Belas Artes, Professor Arquitecto Doutor Alberto Reaes Pinto, tem a honra de convidar V.ª Ex.ª a assistir às iniciativas que assinalam as Celebrações Camonianas que irão decorrer na sua sede, no próximo dia 16 de junho de 2026.

Honra-nos com a Sua presença o Comissário-geral das Comemorações Nacionais dos 500 Anos do Nascimento de Luís de Camões, Professor Doutor José Augusto Cardoso Bernardes.

O Programa das Jornadas tem início às 15h, e inclui um Ciclo de Conferências pelos Académicos Professor Doutor Vítor Serrão, Professor Doutor Fernando António Baptista Pereira, Professor Doutor Rui Vieira Nery, Professor Doutor Arq. Manuel Couceiro da Costa e Professor Doutor Paulo Monteiro.

Pelas 17h30 terá lugar a inauguração da Exposição Camões na Academia, com obras de artistas académicos contemporâneos.

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Ciclo de Conferências – 2026

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 15 de Junho, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.

A comunicação será proferida pelo Académico Professora Doutor João Antero Ferreira, e tem como tema A Influência do formato da imagem na narrativa cinematográfica.

O presente estudo vem colocar à discussão aspetos da narrativa cinematográfica até agora dados como adquiridos, como seja a escolha fixa do formato em que os filmes são feitos. Mas qualquer mudança, alteração de paradigma ou inovação estão agora a ser introduzidos na linguagem cinematográfica e audiovisual sem qualquer fundamento analítico, académico ou sequer fundamentado.

Este trabalho procura encontrar portas que, de entreabertas, poderão agora ser abertas a novos estudos e contribuições para o entendimento percecional da aplicação de diferentes “aspect ratio” (Formatos) na narrativa audiovisual, em geral, e na cinematográfica em especial.

Coloca-se a questão: pode o “aspect ratio” variar ao longo de uma mesma obra audiovisual? E se sim, de que forma é essa variação percecionada pelo espectador? Qual o impacto que cada “aspect ratio” causa na leitura narrativa da obra, seja per si, seja pela continuidade/descontinuidade narrativa.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências 2026 – 2º trimestre

Ciclo de Conferências – 2026

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 25 de Maio, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.

A comunicação será proferida pelo Académico Professora Doutora Teresa Leonor M. Vale, e tem como tema As obras realizadas em Londres pelo ourives Paul Crespin (1694-1770) para D. João V no contexto das encomendas joaninas.

A banheira em prata dourada, realizada para o rei D. João V, em 1724, por Paul Crespin (1694-1770), ourives huguenote activo em Londres, é uma daquelas peças acerca das quais muito se especulou ao longo do tempo, sobretudo no âmbito da petite histoire, concernente à vida amorosa do rei Magnânimo, por ter sido a mesma associada à famosa Madre Paula.

Contudo, no domínio da historiografia e da historiografia da arte, um único texto de carácter científico lhe é consagrado, o breve artigo de Angela Delaforce, publicado, em 1997, no prestigiado The Burlington Magazine.

O presente contributo visa efectuar uma aproximação à obra – da qual chegaram até nós descrições, mas não, tanto quanto nos é dado saber, qualquer registo iconográfico –, ao processo de encomenda e ao seu enquadramento, desde logo no contexto das encomendas a Paul Crespin, e também no mais vasto panorama das encomendas joaninas. Finalmente, e de forma muito breve, procurar-se-á fazer alguma luz quanto à associação da peça à figura de Paula Teresa da Silva e Almeida (1701-1768), mais conhecida como Madre Paula, e aos seus aposentos no mosteiro de S. Dinis de Odivelas, dos quais, como é sabido, D. João V foi visitante assíduo.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências 2026 – 2º trimestre

António Vidigal: todos os rostos têm um nome

A Academia Nacional de Belas Artes inaugurou, no passado dia 28 de abril, a exposição Todos os Nomes Têm um Rosto, reunindo obras do Académico Escultor António Vidigal.

Face ao significativo acolhimento e ao crescente interesse que esta exposição tem suscitado, tenho a honra de informar V.ª Ex.ª que, no próximo dia 19, terça-feira, pelas 15h00, o Académico Prof. Doutor Paulo Morais-Alexandre apresentará a comunicação António Vidigal e a Escultura enquanto Mester.

Seguir-se-á, pelas 16h00, uma visita guiada à exposição.

Contamos com a Sua presença.

Ciclo de Conferências – 2026

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 11 de Maio, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.

A comunicação será proferida pela Académica Professora Doutora Sónia Azambuja, e tem como tema A Natureza como Código no Renascimento: a Pintura de Vasco Fernandes (Grão Vasco).

Vasco Fernandes (c. 1475–1542), conhecido como Grão Vasco é uma das figuras cimeiras da pintura portuguesa do Renascimento e o principal mestre da oficina de Viseu, tendo desenvolvido a sua atividade artística durante os reinados de D. Manuel I (1469–1521) e de D. João III (1502–1557), num dos períodos mais decisivos da cultura portuguesa quinhentista. A conferência “A Natureza como Código no Renascimento: a Pintura de Vasco Fernandes (Grão Vasco)” propõe uma leitura da pintura quinhentista portuguesa a partir de uma ideia central: na obra de Grão Vasco, a natureza não se limita a enquadrar a cena, mas constitui uma verdadeira linguagem simbólica, herdeira da minúcia da iluminura e pintura flamenga, em que cada detalhe da natureza reforça o sentido simbólico da obra.

A Natureza como Código no Renascimento será, assim, o eixo interpretativo desta conferência, procurando demonstrar que plantas, animais, frutos, árvores e paisagens surgem nas composições de Grão Vasco não apenas como elementos de enquadramento ou decoração, mas como símbolos que ampliam o sentido das narrativas sagradas e revelam a cultura humanista do seu tempo. No âmbito do estudo que desenvolvemos sobre as plantas e os animais na pintura dos séculos XV e XVI em Portugal, os pintores de retábulos com maior diversidade de espécies identificadas são Vasco Fernandes, com 74 espécies; Francisco Henriques (c. 1470–1518), com 61; Jorge Afonso (c. 1475–1540), com 56; Gregório Lopes (c. 1490- 1550), também com 56; e Garcia Fernandes (ativo 1514‑1565), com 39. Todos estes artistas se encontram relacionados entre si por vínculos profissionais, de amizade e/ou familiares.

A conferência abordará ainda o papel da ilustração científica de plantas no Renascimento, associada à Botânica, à Medicina e à matéria médica, mostrando como a representação rigorosa da flora se tornou instrumento de identificação, estudo e transmissão de saber.

O antigo retábulo da capela-mor da Sé de Viseu, realizado entre 1501 e 1506 por Vasco Fernandes e Francisco Henriques, constitui uma das obras fundadoras da arte renascentista portuguesa e um testemunho maior da pintura luso-flamenga. Entre os exemplos abordados, destaca-se o painel “Fuga para o Egito”, no qual surgem espécies botânicas associados à iconografia cristã, como a pera, a aquilégia, a urtiga e a erva-benta. Em 1514, encontra-se documentada a atividade de Vasco Fernandes em Lisboa, ligada à oficina de Jorge Afonso, pintor régio de D. Manuel I e figura central da oficina régia de Lisboa.

Será igualmente analisada a obra “Cristo em Casa de Marta e Maria” (1535–1540), associada ao ambiente erudito de D. Miguel da Silva (c. 1480–1556), uma das figuras mais cosmopolitas do Renascimento português. Diplomata na cúria romana, próximo dos círculos pontifícios e de papas da família Médici, D. Miguel da Silva foi designado bispo de Viseu em 1526 e nomeado cardeal pelo papa Paulo III, em 1539. A sua projeção europeia é eloquentemente testemunhada pelo facto de Baldassare Castiglione (1478-1529) lhe ter dedicado Il libro del Cortegiano, publicado em 1528, uma das obras fundamentais da cultura cortesã do Renascimento.

Assume especial relevância o “Calvário(1530‑1535), originalmente localizado no topo sul do transepto, na capela do Santíssimo da Sé de Viseu, e atualmente conservado no Museu Nacional Grão Vasco. Nesta obra, a presença da tanchagem-maior (Plantago major L.), planta autóctone, ruderal e medicinal, permitirá refletir sobre a importância da identificação científica das espécies na interpretação das obras de arte.

Pretende-se, assim, demonstrar que Grão Vasco constrói uma pintura em que o mundo natural se transforma em código teológico, moral e cultural. Decifrar essa natureza é reencontrar a profundidade intelectual do Renascimento.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências 2026 – 2º trimestre

Ciclo de Conferências – 2026

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 27 de Abril, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.

A comunicação será proferida pelo Académico Professor Doutor Pedro Flor, e tem como tema Percursos e metamorfoses de António de Holanda no Renascimento em Portugal.

A conferência procurará reposicionar António de Holanda como agente decisivo na consolidação de uma linguagem cortesã de iluminura em Portugal no início do século XVI, enfatizando o seu percurso biográfico enquanto artista formado no meio Ganto-Brugense e reconfigurado no contexto lisboeta. A adaptação da tradição flamenga às exigências políticas e cerimoniais da monarquia, a sua integração no scriptorium régio e as ligações à esfera flamenga situam-no no centro da cultura visual do poder. A sua atuação nessa elite, a colaboração com a Casa da Índia e o exercício do cargo de oficial de armas evidenciam uma trajetória marcada por “metamorfoses” entendidas como transformações graduais da sua linguagem e do seu estatuto: da matriz flamenga inicialmente trazida para Lisboa, Holanda reconfigura-se como agente cortesão capaz de articular iluminura, cartografia e heráldica, colocando esses domínios ao serviço da legitimação dinástica, da ambição imperial e da representação diplomática da monarquia manuelina-joanina. Por fim, a arte executada na sua oficina, em diálogo com Francisco de Holanda, confirma-o como mestre e mediador de um idioma artístico, com impacto na visualidade renascentista portuguesa.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências 2026 – 2º trimestre

António Vidigal: todos os rostos têm um nome

A Academia Nacional de Belas Artes inaugura a exposição António Vidigal: todos os rostos têm um nome no próximo dia 28 de Abril, pelas 16:00h, na Galeria de Arte.

Contamos com a Sua presença.

Ciclo de Conferências – 2026

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 30 de Março, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.

A comunicação será proferida pelo Académico Professor Doutor Arquiteto Mário Varela Gomes, e tem como tema Marfins historiados do Loango (século XIX). Arte, sociedade e conteúdo ideológico:

Entre os finais do século XVIII e os inícios do século XX, assistiu-se na região do antigo reino do Loango (situado a norte do rio Zaire e hoje pertencente a Cabinda e à República do Congo), a surto da produção de esculturas de marfim. A grande maioria daquela, realizada em meados do século XIX, tem como suporte dentes de elefante, mas existem exemplares em dentes de hipopótamo e, mais raramente, de facochero. Ali se registaram, tridimensionalmente ou em relevo, cenas da vida quotidiana, nomeadamente ligadas à escravatura e a narrativas mitológicas, assim como variados comportamentos, de pessoas e de animais, a par de muitos artefatos. Este acervo de objetos de memória, constituem documentos insubstituíveis para o estudo de diversos aspetos da cultura autóctone da região mencionada e da perspectiva crítica que os indígenas possuíam dos contributos levados pela colonização europeia.

A comunicação abordará os seguintes aspetos:

  • O estado da arte;
  • A região do Loango;
  • Matérias-primas;
  • A escultura e as suas técnicas;
  • Morfologias dos artefatos e funções;
  • Mitos, lendas, vidas quotidianas e dramas;
  • Andares ou espirais e serpentes;
  • Protagonistas;
  • Imagens dominantes;
  • Escravos e marfins – viagens sem retorno;
  • Proposta de evolução crono-estilística;
  • Presentes envenenados – Conclusões.

 

A entrada é livre.

Ciclo Conferências – 2026 (1.º Trimestre)

Ciclo de Conferências – 2026

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 16 de Março, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.

A comunicação será proferida pelo Académico Professor Doutor Carlos Vidal, e tem como tema As Místicas Medievais e os limites da palavra ocular.

Num primeiro tempo, procurar-se-á o lugar da mulher na Igreja e na sociedade medieval (seguindo Georges Duby). Num segundo tempo, tentar-se-á, através da experiência mística e da sua narrativa, perceber qual é o limite da linguagem, da linguagem que, descritora de visões, é uma linguagem que se abeira de um visível-invisível (Giovanni Pozzi), do ícone, uma linguagem de fronteira entre não apenas a linguística e a imagem (que se revolta contra a linguística), mas uma linguagem que deixa o relato do visionário, ou da visionária, à beira da Pintura. Segue-se, de certo modo, os estudos de Giovanni Pozzi que nos levam das “technopaegnia” helenísticas (uma escrita visual) aos caligramas de vanguarda de Mallarmé ou Apollinaire. Mas a escrita das visionárias não tem configuração “visual”, portanto trata-se de um outro estudo: que pressão icónica têm estes textos místicos que, passada uma determinada “fronteira” ou “limiar”, se tornam imagem, ou mesmo imagem pictórica? Neste sentido, será a alucinação mística uma das origens da pintura?

A entrada é livre.

Ciclo Conferências – 2026 (1.º Trimestre)

Meio Século de Arquitectura Contemporânea Portuguesa

No âmbito do protocolo celebrado entre a Academia Nacional de Belas Artes e a Universidade Lusíada será inaugurada a exposição itinerante 50 anos de arquitectura contemporânea portuguesa, no próximo dia 3 de março, pelas 11:00h, na Sala de Exposições da Universidade Lusíada.

A Exposição estará patente até ao dia 7 de abril.

A entrada é livre.

Site: https://meioseculodearquitecturacontemporaneaportuguesa.pt/

Cartaz para download

José Manuel Fernandes, Arquitecto: Produção bibliográfica 1980-2025

A Academia Nacional de Belas Artes inaugura a exposição José Manuel Fernandes arquitecto: Produção bibliográfica 1980-2025, que terá lugar na sede da ANBA (Largo da Academia ao Chiado), no dia 24 de fevereiro de 2026, pelas 15:00h.

Na ocasião será apresentado pelo Professor Doutor Arquitecto Manuel Couceiro da Costa o livro mais recente do autor: Norte Júnior. Obra arquitectónica, uma leitura (Tinta da China, 2025).

Contamos com a Sua presença.

Ciclo de Conferências – 2026

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 23 de Fevereiro, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.

A comunicação será proferida pelo Académico Professor Doutor Álvaro Lobato Faria, e tem como tema O Gesto e a Matéria: a Viagem criativa do Escultor João Duarte.

A conferência aborda a vida e a obra do Professor Escultor João Duarte, destacando o seu contributo determinante para a medalhística contemporânea em Portugal. Enfatiza-se o papel das artes plásticas como expressão essencial da cultura e do conhecimento humano. A conferência apresenta a evolução da medalha tradicional para a “medalha-objecto”, assumida como obra de arte autónoma, conceptual e lúdica. Evidencia-se a dimensão experimental e inovadora da sua produção artística. Destaca-se o seu percurso académico e a sua actividade como professor, sublinhando a influência exercida sobre várias gerações de artistas. Referem-se as principais exposições, prémios e distinções nacionais e internacionais que reconhecem o seu mérito. A conferência realça ainda o papel de João Duarte na afirmação internacional da medalhística portuguesa. Conclui-se que a sua obra representa um contributo fundamental para a integração plena da medalha no campo das artes plásticas contemporâneas.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências – 2026 (1.º Trimestre)

Ciclo de Conferências – 2026

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 9 de Fevereiro, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.

A comunicação será proferida pelo Académico Professor Doutor Escultor Vítor Santos, e tem como tema Euro: A arte da nossa face.

Uma apresentação do processo criativo para a face portuguesa da moeda de euro.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências – 2026 (1.º Trimestre)

Ciclo de Conferências – 2026

A Academia Nacional de Belas Artes inicia o Ciclo de Conferências – 2026 na próxima segunda-feira, dia 26 de Janeiro, pelas 15:00h.

A primeira comunicação deste ano será proferida pelo Académico Professor Doutor Escultor João Duarte, e tem como tema Escultores inovadores na medalha e a viragem da medalha em Portugal.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências – 2026 (1.º Trimestre)

Morada

Largo da Academia Nacional de Belas Artes

1200-005 Lisboa

Horário

9h00m - 12h30m
14h00m - 17h00m

Contactos

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