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O Erotismo na obra de Laranjeira Santos

A exposição «O Erotismo na obra de Laranjeira Santos. Desenho e Escultura», consolida um projecto integrado na programação da Galeria para 2026, proposto à Academia Nacional de Belas-Artes pelo seu filho, Doutor Álvaro Laranjeira Santos, que tem tido papel determinante na preservação, sistematização e divulgação da obra multifacetada do escultor. Os elementos responsáveis pela organização e selecção dos desenhos e esculturas agora expostos, foram os Académicos Efectivos, Pintores Lima Carvalho e Hugo Ferrão e o Escultor António Pedro, auxiliados pelo cirurgião Álvaro Laranjeira Santos, bem como a Doutora Cristina Tavares do âmbito da História da Arte.

O escultor José Laranjeira Santos (1930-2024), encarna o arquétipo da modernidade em Portugal, foi aluno da Escola de Artes Decorativas António Arroio, da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, da Accademia de Belle Arti di Roma, Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e eleito Académico Efectivo desta instituição tutelada pelo Ministério da Cultura. Este escultor modernista através das suas obras coisifica a materialidade da transcendência, anunciava-se ao mundo como alguém que resiste teimosamente e se insurge perante o absurdo do quotidiano, deseja significar a existência. No silêncio do atelier, ensaia, testa, encontra soluções inusitadas, sem pudor retorna ao cromatismo festivo da escultura como se fosse a pele de um corpo.

Estes «desenhos eróticos», fazem parte da linguagem da visualidade que se deixa adivinhar nos múltiplos riscadores (grafite, lápis de cor, tintas, esferográficas), descrevem ideias fundadoras, evocam rituais festivos entre homens e mulheres a celebrarem a autenticidade dos prazeres da vida. Alguns desses desenhos transmutaram-se em esculturas, instaladoras de «auras colectivas», transpondo a temporalidade-transitoriedade inerente à condição humana, passando a habitar os nossos imaginários e nos deixa pressentir a própria humanidade.

A qualidade desta exposição acontece através das «visitações» realizadas, é uma espécie de antecâmara desta faceta mais intimista. Estes desenhos interpretam e sinalizam as «viagens interiores», e simultaneamente coisificam o património e legado modernista de um dos escultores mais significativos da segunda metade do século XX. A Academia Nacional de Belas-Artes visa criar a itinerância e visibilidade de exposições como esta, refirmando o propósito de divulgação do seu legado e património por outros centros de cultura nacionais e internacionais.

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Ciclo de Conferências – 2026

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 22 de Junho, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.

A comunicação será proferida pelo Académico Professor Doutor Paulo Morais Alexandre, e tem como tema António: o sucessor de Raphael Bordallo Pinheiro.

António Antunes é um dos mais destacados cartoonistas a nível mundial, reconhecido por um estilo singular e por uma obra vasta publicada em Portugal, no Expresso, e em jornais internacionais, além de ter sido premiada em diversos contextos. Ao longo do percurso, tem estado envolvido em polémicas, mantendo sempre a defesa de causas que considera justas através da sua arte. Analisa-se e escalpeliza-se a sua obra nas suas diversas vertentes.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências 2026 – 2º trimestre

Comemorações Nacionais dos 500 Anos do Nascimento de Luís Vaz de Camões

O Presidente da Academia Nacional de Belas Artes, Professor Arquitecto Doutor Alberto Reaes Pinto, tem a honra de convidar V.ª Ex.ª a assistir às iniciativas que assinalam as Celebrações Camonianas que irão decorrer na sua sede, no próximo dia 16 de junho de 2026.

Honra-nos com a Sua presença o Comissário-geral das Comemorações Nacionais dos 500 Anos do Nascimento de Luís de Camões, Professor Doutor José Augusto Cardoso Bernardes.

O Programa das Jornadas tem início às 15h, e inclui um Ciclo de Conferências pelos Académicos Professor Doutor Vítor Serrão, Professor Doutor Fernando António Baptista Pereira, Professor Doutor Rui Vieira Nery, Professor Doutor Arq. Manuel Couceiro da Costa e Professor Doutor Paulo Monteiro.

Pelas 17h30 terá lugar a inauguração da Exposição Camões na Academia, com obras de artistas académicos contemporâneos.

Ciclo de Conferências – 2025

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade ao Ciclo de Conferências – 2025 na próxima segunda-feira, dia 14 de Abril, pelas 15:00h.

A  comunicação será proferida pelo Académico Professor Doutor Paulo Morais Alexandre, com o tema Uma deliciosa questão iconográfica: a representação plástica do brasão-de-armas de Coimbra e o seu significado.

Apresenta-se e historia-se a heráldica da cidade de Coimbra, que remonta à idade média, bem como as suas diversas representações plásticas e as mais antigas descrições conhecidas. Analisa-se a leitura simbólica que habitualmente vem sendo atribuída a estas armas, que se questionará, mas também a fantasiosa proposta feita por Gil Vicente. Por fim aventa-se uma renovada leitura simbólica deste brasão-de-armas.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências 2º trimestre

Ciclo de Conferências – 2025

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade ao Ciclo de Conferências – 2025 na próxima segunda-feira, dia 24 de Março, pelas 15:00h.

A  comunicação será proferida pela Académica Correspondente Estrangeira Mestre Joanna Latka, com o tema A imagem da Mulher na gravura contemporânea portuguesa.

Uma contextualização histórica da Gravura Portuguesa e das obras produzidas no século XX, centrada especialmente nas diversas formas da visão artística da imagem da Mulher, bem como a análise das obras produzidas nas mais variadas técnicas de gravura, e por diversos artistas. Uma prova da existência da grande riqueza artística, neste pouco conhecido ramo da arte contemporânea portuguesa.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências 1º trimestre

Ciclo de Conferências 2025

A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade ao Ciclo de Conferências – 2025 na próxima segunda-feira, dia 10 de Fevereiro, pelas 15:00h.

A  comunicação será proferida pelo Académico Professor Catedrático Gonçalo de Vasconcelos e Sousa, com o tema Colecionadores de arte na Lisboa dos finais de Oitocentos: o conde de Burnay e o marquês da Foz.

O conde de Burnay (1838-1909), Henri Burnay, e o marquês da Foz (1849-1917), Tristão Guedes de Queirós, foram, provavelmente, os mais relevantes colecionadores de obras de arte em Portugal, nos finais do século XIX e inícios do século XX. O primeiro, no seu palácio da Junqueira, e o segundo, no palácio dos Restauradores, ambos em Lisboa, recolheram um conjunto muito significativo e diversificado de obras de arte, designadamente tapeçarias, pinturas, porcelanas chinesas, mobiliário e, no caso do marquês da Foz, um importante núcleo de peças de prataria de Thomas Germain.
O objetivo desta comunicação é caracterizar ambos os colecionadores e relacionar os percursos dos dois acervos, dispersos por leilão em períodos distintos. Destes espólios chegou até aos nossos dias um significativo conjunto de fotografias, na medida em que os interiores dos dois palácios foram amplamente registados antes da dispersão dos conjuntos. Em relação ao marquês da Foz será ainda analisada a epistolografia com alguns antiquários parisienses de nomeada da época, percecionando o modo como se procedia à aquisição dos objetos artísticos.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências 1º trimestre

Ciclo de Conferências 2025

A Academia Nacional de Belas Artes inicia o Ciclo de Conferências – 2025 na próxima segunda-feira, dia 20 de Janeiro, pelas 15:00h.

A primeira comunicação deste ano será proferida pelo Académico Professor Doutor Arquiteto José Manuel Fernandes, e tem como tema A obra arquitetónica de Norte Júnior – aspetos e considerações, pretendendo-se apresentar a evolução e as fases estilísticas desse notável arquiteto, apresentando tipologias arquitetónicas e formais de um contexto de época.

A entrada é livre.

Ciclo Conferências 1º trimestre (download)

3 Maio 2024 – 17h30
CONVERSA SOBRE
“ARQUITETURA E BANDA DESENHADA”
Com Pedro Burgos, Penim Loureiro
e João Paciência
Manuel Couceiro da Costa (Moderação)
SALÃO NOBRE DA ACADEMIA NACIONAL DE BELAS ARTES

Morada

Largo da Academia Nacional de Belas Artes

1200-005 Lisboa

Horário

9h00m - 12h30m
14h00m - 17h00m

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