Notícias
Últimos eventos, publicações, palestras.
Notícias
Últimos eventos, publicações, palestras.
António Vidigal: todos os rostos têm um nome
A Academia Nacional de Belas Artes inaugurou, no passado dia 28 de abril, a exposição Todos os Nomes Têm um Rosto, reunindo obras do Académico Escultor António Vidigal.
Face ao significativo acolhimento e ao crescente interesse que esta exposição tem suscitado, tenho a honra de informar V.ª Ex.ª que, no próximo dia 19, terça-feira, pelas 15h00, o Académico Prof. Doutor Paulo Morais-Alexandre apresentará a comunicação António Vidigal e a Escultura enquanto Mester.
Seguir-se-á, pelas 16h00, uma visita guiada à exposição.
Contamos com a Sua presença.
Notícias anteriores
Ciclo de Conferências – 2026
A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 11 de Maio, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.
A comunicação será proferida pela Académica Professora Doutora Sónia Azambuja, e tem como tema A Natureza como Código no Renascimento: a Pintura de Vasco Fernandes (Grão Vasco).
Vasco Fernandes (c. 1475–1542), conhecido como Grão Vasco é uma das figuras cimeiras da pintura portuguesa do Renascimento e o principal mestre da oficina de Viseu, tendo desenvolvido a sua atividade artística durante os reinados de D. Manuel I (1469–1521) e de D. João III (1502–1557), num dos períodos mais decisivos da cultura portuguesa quinhentista. A conferência “A Natureza como Código no Renascimento: a Pintura de Vasco Fernandes (Grão Vasco)” propõe uma leitura da pintura quinhentista portuguesa a partir de uma ideia central: na obra de Grão Vasco, a natureza não se limita a enquadrar a cena, mas constitui uma verdadeira linguagem simbólica, herdeira da minúcia da iluminura e pintura flamenga, em que cada detalhe da natureza reforça o sentido simbólico da obra.
A Natureza como Código no Renascimento será, assim, o eixo interpretativo desta conferência, procurando demonstrar que plantas, animais, frutos, árvores e paisagens surgem nas composições de Grão Vasco não apenas como elementos de enquadramento ou decoração, mas como símbolos que ampliam o sentido das narrativas sagradas e revelam a cultura humanista do seu tempo. No âmbito do estudo que desenvolvemos sobre as plantas e os animais na pintura dos séculos XV e XVI em Portugal, os pintores de retábulos com maior diversidade de espécies identificadas são Vasco Fernandes, com 74 espécies; Francisco Henriques (c. 1470–1518), com 61; Jorge Afonso (c. 1475–1540), com 56; Gregório Lopes (c. 1490- 1550), também com 56; e Garcia Fernandes (ativo 1514‑1565), com 39. Todos estes artistas se encontram relacionados entre si por vínculos profissionais, de amizade e/ou familiares.
A conferência abordará ainda o papel da ilustração científica de plantas no Renascimento, associada à Botânica, à Medicina e à matéria médica, mostrando como a representação rigorosa da flora se tornou instrumento de identificação, estudo e transmissão de saber.
O antigo retábulo da capela-mor da Sé de Viseu, realizado entre 1501 e 1506 por Vasco Fernandes e Francisco Henriques, constitui uma das obras fundadoras da arte renascentista portuguesa e um testemunho maior da pintura luso-flamenga. Entre os exemplos abordados, destaca-se o painel “Fuga para o Egito”, no qual surgem espécies botânicas associados à iconografia cristã, como a pera, a aquilégia, a urtiga e a erva-benta. Em 1514, encontra-se documentada a atividade de Vasco Fernandes em Lisboa, ligada à oficina de Jorge Afonso, pintor régio de D. Manuel I e figura central da oficina régia de Lisboa.
Será igualmente analisada a obra “Cristo em Casa de Marta e Maria” (1535–1540), associada ao ambiente erudito de D. Miguel da Silva (c. 1480–1556), uma das figuras mais cosmopolitas do Renascimento português. Diplomata na cúria romana, próximo dos círculos pontifícios e de papas da família Médici, D. Miguel da Silva foi designado bispo de Viseu em 1526 e nomeado cardeal pelo papa Paulo III, em 1539. A sua projeção europeia é eloquentemente testemunhada pelo facto de Baldassare Castiglione (1478-1529) lhe ter dedicado Il libro del Cortegiano, publicado em 1528, uma das obras fundamentais da cultura cortesã do Renascimento.
Assume especial relevância o “Calvário” (1530‑1535), originalmente localizado no topo sul do transepto, na capela do Santíssimo da Sé de Viseu, e atualmente conservado no Museu Nacional Grão Vasco. Nesta obra, a presença da tanchagem-maior (Plantago major L.), planta autóctone, ruderal e medicinal, permitirá refletir sobre a importância da identificação científica das espécies na interpretação das obras de arte.
Pretende-se, assim, demonstrar que Grão Vasco constrói uma pintura em que o mundo natural se transforma em código teológico, moral e cultural. Decifrar essa natureza é reencontrar a profundidade intelectual do Renascimento.
A entrada é livre.
Ciclo de Conferências – 2026
A Academia Nacional de Belas Artes dá continuidade na próxima segunda-feira, dia 27 de Abril, pelas 15:00h, ao Ciclo de Conferências – 2026.
A comunicação será proferida pelo Académico Professor Doutor Pedro Flor, e tem como tema Percursos e metamorfoses de António de Holanda no Renascimento em Portugal.
A conferência procurará reposicionar António de Holanda como agente decisivo na consolidação de uma linguagem cortesã de iluminura em Portugal no início do século XVI, enfatizando o seu percurso biográfico enquanto artista formado no meio Ganto-Brugense e reconfigurado no contexto lisboeta. A adaptação da tradição flamenga às exigências políticas e cerimoniais da monarquia, a sua integração no scriptorium régio e as ligações à esfera flamenga situam-no no centro da cultura visual do poder. A sua atuação nessa elite, a colaboração com a Casa da Índia e o exercício do cargo de oficial de armas evidenciam uma trajetória marcada por “metamorfoses” entendidas como transformações graduais da sua linguagem e do seu estatuto: da matriz flamenga inicialmente trazida para Lisboa, Holanda reconfigura-se como agente cortesão capaz de articular iluminura, cartografia e heráldica, colocando esses domínios ao serviço da legitimação dinástica, da ambição imperial e da representação diplomática da monarquia manuelina-joanina. Por fim, a arte executada na sua oficina, em diálogo com Francisco de Holanda, confirma-o como mestre e mediador de um idioma artístico, com impacto na visualidade renascentista portuguesa.
A entrada é livre.
Exposição Coleção de Desenhos da Academia

– Exposição patente na Academia Nacional de Belas Artes, de 8 de março a 17 de maio de 2023
– Horário: 10h00-12h30 / 14h00-16h30
– Cartaz para descarregar
PROGRAMA CONFERÊNCIAS 2023
PROGRAMA CONFERÊNCIAS 2022
II Curso Livre de Desenho – Figura Humana
Centenário da Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul
SESSÃO CULTURAL CONJUNTA
Design Náutico. História, Arte e Ecoeficiência
1 de Junho 15h-19h
Sessão conjunta na Academia de Marinha que se realizará no respectivo Auditório

Programa
15:00 | Palavras de Abertura
Presidente da Academia de Marinha, Almirante Francisco Vidal Abreu
15:15 | “Projeto de um navio militar”
Comodoro Carlos Lopes Moreira (AM)
16:00 | “Design náutico. Ecoeficiência. Visões futuras”
Prof. Doutor Rui Marcelino (ANBA)
16:45 | Intervalo
17:00 | “Design e Arquitetura no contexto do edificado da Marinha”
Arquiteto David Liebermann (AM)
17:45 | “O significado do design no quotidiano”
Prof. Doutor José Brandão (ANBA)
18:30 | Palavras de Encerramento
Presidente da Academia Nacional de Belas Artes, Profª. Doutora Natália Correia Guedes
CONFERÊNCIA 16 JUNHO 15H O processo criativo da pintura Modelo nú na transição do século XIX para o XX
Conferência proferida pela Doutora Ana Mafalda Cardeira, professora na Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra.
REABERTURA AO PÚBLICO
A partir do dia 1 de Junho a Academia encontra-se novamente aberta ao público, nos dias úteis, das 10h às 13h e das 14h às 16h30. A consulta da Biblioteca processa-se mediante agendamento prévio, através dos contactos 213 467 091 / 210 115 018 ou pelo correio electrónico presidente@academiabelasartes.pt.
Os utilizadores devem ser portadores de uma máscara e seguir as directivas da DGS.
AVISO – Encerramento devido ao Coronavírus
A Academia Nacional de Belas Artes encontra-se encerrada ao público temporariamente por motivos de prevenção e salvaguarda da saúde pública de acordo com a declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS) da Pandemia COVID-19 e tendo em atenção o parecer do Conselho Nacional de Saúde Pública.
Agradecemos a vossa compreensão.
We thank you for your understanding.
Novo website da Academia
Novo website da Academia!
Morada
Largo da Academia Nacional de Belas Artes
1200-005 Lisboa





